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Documentário Sobre a Doença de Parkinson

Documentário sobre a doença de Parkinson desenvolvido no Grupo de Estudos da doença de Parkinson (GEDOPA), coordenado pelos professores Clynton Correa, MSc, PhD e Vera Lucia S. Britto, MSc, Universidade Federal do Rio de Janeiro. As atividades multiprofissionais ocorrem no Instituto de Neurologia Deolindo Couto, Rio de Janeiro. Ano: 2016.
Dirigido por: Carlos Nogueira


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A Fonoaudiologia na Doença de Parkinson

Conheça a importância desta especialidade no tratamento da Doença de Parkinson através da entrevista que fizemos com o Dr. Charles Henrique Dias Marques.

Nosso entrevistado é professor do Curso de Graduação em Fonoaudiologia e participa do projeto de extensão Fonoaudiologia Parkinson da UFRJ e Fonoaudiólogo do Centro Municipal de Reabilitação do Engenho de Dentro, onde atende pacientes com Doença de Parkinson em parceria com a APC. Para entrar em contato: www.facebook.com/fonoparkinson/ e fonoparkinson@gmail.com

Quais as alterações de voz que podem ocorrer na doença de Parkinson?
De maneira geral, problemas na voz são comuns em pessoas com doença de Parkinson. A maior dos estudiosos no assunto, têm descrito alterações ligadas ao fechamento glótico, ou seja, na união das cordas vocais. Durante o processo de produção da voz, as cordas vocais precisam estar unidas de forma que o “som” seja produzido em altura e volume adequados. Pacientes com doença de Parkinson, podem apresentar esse dito fechamento incompleto. Além disso, outros problemas podem estar associados como arqueamento das cordas vocais, diminuição da força, cansaço e tensão, pois as manifestações tão relatadas pelos pacientes como tremor e rigidez, interferem também nos órgãos que produzem a voz. Assim como caminhar é movimento, a produção da voz também é um movimento.

Quais medidas podem ser adotadas para prevenir problemas na voz?
Cabe salientar, que embora a doença de Parkinson não seja uma condição especifica da população idosa, nossa realidade no Projeto de Extensão Fonoaudiologia Parkinson UFRJ, indica que a maior dos pacientes atendidos possui média de idade acima de 65 anos. Esse aspecto precisa ser levado em consideração pois a voz, assim como outras funções, passa por processo natural de envelhecimento.

As medidas partem sempre do processo de auxilio ou avaliação por parte de profissional capacitado. Quem trabalha com essa população percebe que, geralmente, a queixa inicial do paciente está ligada a voz. Atualmente, a área de fonoaudiologia, conta com vários recursos que permitem tratamento eficazes, reabilitação, conservação da função vocal e melhora na qualidade de vida do indivíduo.
Independente dos primeiros sinais de problemas na voz, procurar avaliação ou simples orientação de um fonoaudiólogo é o primeiro passo.

Como o fonoaudiólogo pode ajudar quando o paciente engasga com frequência?
Tal como a voz, a deglutição ou processo de engolir depende de músculos e estruturas especificas. Para a população geral engolir um alimento ou beber água trata-se processo simples que aprendemos desde cedo. Porém, trata-se de evento complexo e que precisa de relação com a respiração – assim como a voz.

Parte dos órgãos localizados no pescoço, como a laringe, as cordas vocais, a faringe tem participação tanto na voz quanto na deglutição. Embora essas duas funções (voz e engolir) se relacionem, os impactos são bem distintos. Pensando no dia a dia da pessoa com doença de Parkinson, percebe-se que dificuldades na voz impactam sua socialização e qualidade de vida, enquanto que problemas na deglutição podem interferir na saúde clínica do indivíduo. Não devemos esquecer que saúde é bem-estar físico, mental e social, portanto o cuidado e tratamento deve ser dirigido tanto a voz quanto a deglutição.

Cabe a mesma orientação, procurar ajuda de profissional capacitado. O tratamento e reabilitação dos problemas de engolir começa sempre pelo acolhimento do portador da doença, passando por avaliação que una atenção aos problemas relatados pelo paciente e experiência clínica do profissional. Muitos problemas são minimizados com simples orientação na forma como o paciente bebe água, por exemplo. Entretanto, alguns casos precisam de cuidado diário e tratamento mais específico.

Nossa experiência no Projeto de Extensão tem percebido que ao tratar da voz, muitos pacientes percebem algumas mudanças positivas no processo de engolir. Isso justamente é explicado, pelo que foi dito anteriormente – as duas funções (voz e deglutição) usam órgãos em comum. Procurar um fonoaudiólogo é sempre o primeiro passo, independente do problema já estar acontecendo.


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Presidente da APC Homenageada pelo CREFITO-2

A Dra. Wilma Costa Souza recebeu no dia 27 de Outubro a “Medalha de Honra ao Mérito” do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional em solenidade que antecedeu durante o Simpósio do CREFITO-2 no auditório da Uerj.

A medalha foi uma homenagem pelos quarenta anos dedicados à docência e ao atendimento de pacientes. Na ocasião a homenageada fez uma retrospectiva de seu trabalho acadêmico e profissional e ressaltou que, de tudo que vem desenvolvendo até então, considera como mais importante e prazeroso o trabalho que realiza na Associação Parkinson Carioca.

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Por Que Dançar com Mr. Parkinson?

A dança é uma atividade lúdica, agradável e que pode ter efeitos terapêuticos para pacientes com a Doença de Parkinson. Na APC os pacientes têm aulas de dança com as professoras Annette Fernandes e Heloisa Almeida onde podem praticar esta atividade ao mesmo tempo prazerosa e benéfica. Leia abaixo algumas palavras das professoras sobre esta experiência!

Depoimento da Professora Annette Fernandes:

A dança faz bem para qualquer um, mas estes benefícios são acentuados quando se trata de pacientes de Parkinson. Vamos lá:

  • Aumenta a flexibilidade e a autoestima;

  • Estimula a atividade mental, conectando mente e corpo, criatividade;

  • Quebra o isolamento, pois é uma atividade em grupo que, em muitos exercícios, precisam uns dos outros;

  • Invoca o imaginário;

  • Utiliza os ouvidos, olhos e toque como ferramentas para ajudar nos movimentos e equilíbrio;

Como diz Mark, do Mark Morris Dance Group, o básico da dança é o ritmo e a essência é o divertimento.

Na verdade a ideia veio de uma pessoa, a Fernanda, que procurou esse grupo do Brooklyn que faz esse trabalho e o está  implementando em todo o mundo e eu gostei muito da ideia. Eles nos mandaram um material, o qual foi usado por mim em fase experimental em um evento de comemoração ao dia Internacional de Parkinson e teve uma boa aceitação. Só agora, com a chegada da Heloísa pudemos dar continuidade ao que era meu sonho. Abrimos então duas classes de dança e está indo muito bem.

Apesar de alguns serem inibidos, parece que estão dispostos a romper esta barreira e já perceberam o bem que a dança pode trazer. Tivemos a apresentação do nosso trabalho no meio do ano com a turma de segunda-feira e foi ótimo. Serviu pra quebrar o gelo e eles se divertiram muito. Foi gratificante.

A turma de quinta está iniciando agora, mas são bem assíduos.

Entrevista com a Professora Heloisa Almeida

Quais os benefícios da Dança na Doença de Parkinson?
Estudos recentes sugerem que a dança pode melhorar os sintomas motores e não motores das pessoas com Doença de Parkinson. Quando comparada com outros tipos de exercícios, a dança tem apresentado bons resultados no que tange a velocidade da marcha, ao equilíbrio e a qualidade de vida das pessoas que a praticam. Fora as questões motoras, acredito, particularmente, que a dança vai além, pois pode contribuir para um melhor conhecimento do corpo e também possibilita a expressão de sentimentos integrando corpo, mente e alma.

Como vocês tiveram a ideia de trabalhar com pacientes parkinsonianos?
Fui bailarina profissional por mais de quinze anos. Hoje sou fisioterapeuta professora do curso de Licenciatura em Dança da Universidade Candido Mendes. Lá ministro a disciplina Dança Especial, na qual abordamos a dança para pessoas com dificuldades de movimento. Todas as vezes que eu dava a aula sobre Doença de Parkinson ficava muito emocionada com as possibilidades que a dança podia oferecer às pessoas com essa doença. Assim, comecei a procurar na internet locais que trabalhassem com pessoas com Parkinson no Rio de Janeiro. Conheci a Annette e a Dra. Wilma e partir de então decidimos iniciar o trabalho e estamos nós três e os pacientes juntos nesse projeto há uns seis meses.

Há adesão dos pacientes?
Sim. Eles gostam bastante. Tem alguns que têm um pouco de receio das aulas, por acharem que não vão conseguir, mas, passado o medo inicial eles se entregam à atividade. No geral, o trabalho está sendo bem agradável. Desejo vida longa ao projeto.


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Cadastre-se na Rede AMPARO e participe!

A iniciativa faz parte do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (CEPID NeuroMat) e tem como principal objetivo promover a melhora na qualidade de vida de pessoas vivendo com Doença de Parkinson no Brasil e de seus familiares. Clique aqui ou acesse o link abaixo para entender como esta iniciativa pode melhorar a qualidade de vida de pessoas vivendo com Parkinson e para saber o que é preciso fazer para participar desta rede.

https://amparo.numec.prp.usp.br/


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Convocação para Assembléia Eleitoral

As eleições na APC se aproximam, confia a convocação para a assembléia eleitoral, a ser realizada no dia 16 de Novembro de 2016 no auditório do CMR.

Clique aqui para baixar o PDF com a convocação.


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Professora Wilma dá entrevista ao Conexão UNIFESO

A professora Wilma, atual presidente da APC deu no dia 04/10/2016 para o programa Conexão UNIFESO. Assista ao vídeo para tirar dúvidas e aprender mais sobre a Doença de Parkinson.


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APC no Canal Futura!

A presidente da APC Wilma Costa Souza foi convidada para uma participação no programa Conexão Futura. Abaixo você pode conferir o programa completo:


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